segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

A Imutável Lei de Deus

Por Ellen White

"O Grande Conflito"



"Abriu-se no Céu o templo de Deus e a arca do Seu concerto foi vista no Seu templo." Apoc. 11:19. A arca do concerto de Deus está no santo dos santos, ou lugar santíssimo, que é o segundo compartimento do santuário. No ministério do tabernáculo terrestre, que servia como "exemplar e sombra das coisas celestiais", este compartimento se abria somente no grande dia da expiação, para a purificação do santuário. Portanto, o anúncio de que o templo de Deus se abrira no Céu, e de que fora vista a arca de Seu concerto, indica a abertura do lugar santíssimo do santuário celestial, em 1844, ao entrar Cristo ali para efetuar a obra finalizadora da expiação.


Os que pela fé seguiram seu Sumo Sacerdote, ao iniciar Ele o ministério no lugar santíssimo, contemplaram a arca de Seu concerto. Como houvessem estudado o assunto do santuário, chegaram a compreender a mudança operada no ministério do Salvador, e viram que Ele agora oficiava diante da arca de Deus, pleiteando com Seu sangue em favor dos pecadores.


A arca do tabernáculo terrestre continha as duas tábuas de pedra, sobre as quais se achavam inscritos os preceitos da lei de Deus. A arca era mero receptáculo das tábuas da lei, e a presença desses preceitos divinos é que lhe dava valor e santidade. Quando se abriu o templo de Deus no Céu, foi vista a arca do Seu testemunho. Dentro do santo dos santos, no santuário celestial, acha-se guardada sagradamente a lei divina - a lei que foi pronunciada pelo próprio Deus em meio dos trovões do Sinai, e escrita por Seu próprio dedo nas tábuas de pedra.


A lei de Deus no santuário celeste é o grande original, de que os preceitos inscritos nas tábuas de pedra, registrados por Moisés no Pentateuco, eram uma transcrição exata. Os que chegaram à compreensão deste ponto importante, foram assim levados a ver o caráter sagrado e imutável da lei divina. Viram, como nunca dantes, a força das palavras do Salvador: "Até que o céu e a Terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei." Mat. 5:18.


A lei de Deus, sendo a revelação de Sua vontade, a transcrição de Seu caráter, deve permanecer para sempre, como uma fiel testemunha no Céu. Nenhum mandamento foi anulado; nenhum jota ou til se mudou. Diz o salmista: "Para sempre, ó Senhor, a Tua palavra permanece no Céu." Sal. 119:89. São "fiéis, todos os Seus mandamentos. Permanecem firmes para todo o sempre". Sal. 111:7 e 8.


No próprio centro do decálogo está o quarto mandamento, conforme foi a princípio proclamado: "Lembra-te do dia do sábado para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra, mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a Terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou." Êxo. 20:8-11.


O Espírito de Deus tocou o coração dos que estudavam a Sua Palavra. Impressionava-os a convicção de que haviam ignorantemente transgredido este preceito, deixando de tomar em consideração o dia de repouso do Criador. Começaram a examinar as razões para a observância do primeiro dia da semana em lugar do dia que Deus havia santificado. Não puderam achar nas Escrituras prova alguma de que o quarto mandamento tivesse sido abolido, ou de que o sábado fora mudado; a bênção que a princípio destacava o sétimo dia nunca fora removida. Sinceramente tinham estado a procurar conhecer e fazer a vontade de Deus; agora, como se vissem transgressores de Sua lei, encheu-se-lhes o coração de tristeza, e manifestaram lealdade para com Deus, santificando Seu sábado.


Muitos e tenazes foram os esforços feitos para subverter-lhes a fé. Ninguém poderia deixar de ver que, se o santuário terrestre era uma figura ou modelo do celestial, a lei depositada na arca, na Terra, era uma transcrição exata da lei na arca, que está no Céu; e que a aceitação da verdade concernente ao santuário celeste envolvia o reconhecimento dos requisitos da lei de Deus, e da obrigatoriedade do sábado do quarto mandamento. Aí estava o segredo da oposição atroz e decidida à exposição harmoniosa das Escrituras, que revelavam o ministério de Cristo no santuário celestial. Os homens procuravam fechar a porta que Deus havia aberto, e abrir a que Ele fechara. Mas "O que abre, e ninguém fecha; e fecha, e ninguém abre", tinha declarado: "Eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar." Apoc. 3:7 e 8. Cristo abrira a porta, ou o ministério, do lugar santíssimo; resplandecia a luz por aquela porta aberta do santuário celestial, e demonstrou-se estar o quarto mandamento incluído na lei que ali se acha encerrada; o que Deus estabeleceu ninguém pode derribar.


Os que aceitaram a luz relativa à mediação de Cristo e à perpetuidade da lei de Deus, acharam que estas eram as verdades apresentadas no capítulo 14 de Apocalipse.


As mensagens deste capítulo constituem uma tríplice advertência, que deve preparar os habitantes da Terra para a segunda vinda do Senhor. O anúncio: "Vinda é a hora do Seu juízo" (Apoc. 14:7) - aponta para a obra finalizadora do ministério de Cristo para a salvação dos homens. Anuncia uma verdade que deve ser proclamada até que cesse a intercessão do Salvador, e Ele volte à Terra para receber o Seu povo. A obra do juízo que começou em 1844, deve continuar até que os casos de todos estejam decididos, tanto dos vivos como dos mortos; disso se conclui que ela se estenderá até ao final do tempo de graça para a humanidade. A fim de que os homens possam preparar-se para estar em pé no juízo, a mensagem lhes ordena temer a Deus e dar-Lhe glória, "e adorar Aquele que fez o céu e a Terra, e o mar, e as fontes das águas".


O resultado da aceitação destas mensagens é dado nestas palavras: "Aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus, e a fé de Jesus." A fim de se prepararem para o juízo, é necessário que os homens guardem a lei de Deus. Esta lei será a norma de caráter no juízo. Declara o apóstolo Paulo:


"Todos os que sob a lei pecaram pela lei serão julgados. ... No dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens por Jesus Cristo." E ele diz que "os que praticam a lei hão de ser justificados". Rom. 2:12-16. A fé é essencial a fim de guardar-se a lei de Deus; pois "sem fé é impossível agradar-Lhe". "E tudo que não é de fé, é pecado." Heb. 11:6; Rom. 14:23.


Pelo primeiro anjo os homens são chamados a temer a Deus e dar-Lhe glória, e adorá-Lo como o Criador do céu e da Terra. A fim de fazer isto devem obedecer à Sua lei. Diz Salomão: "Teme a Deus, e guarda os Seus mandamentos; porque este é o dever de todo o homem." Ecl. 12:13. Sem a obediência a Seus mandamentos nenhum culto pode ser agradável a Deus. "Este é o amor de Deus: que guardemos os Seus mandamentos." "O que desvia os seus ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável." I João 5:3; Prov. 28:9.




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lição da escola Sabatina - Patriarca e Profeta


Domingo 04/01/2009

O Dom Profético
Patriarca e Profeta

1. Em Gênesis 20:7, encontramos a primeira menção à palavra profeta (hebraico nab) na Biblia. Em que contexto ela foi usada? O que podemos aprender do contexto sobre quem era o profeta e como agia?

No Pentateuco (os primeiros cinco livros da Bíblia). A palavra profeta descreve o receptor da revelação divina. Durante o tempo dos juízes, a palavra vidente(em hebraico ro’eh) parece ter entrado em uso (ISm 9:9,11,18,19); então, mais tarde, o uso reverteu novamente para o termo mais antigo.

Os profetas não eram apenas porta-vozes de Deus, mas, em certas ocasiões, também, eram intermediários entre Deus e o povo. Em Genesis 20,Abraão foi intermediário entre Deus e Abimeleque – ele deveria orar a Deus em favor de Abimeleque.

Abraão é uma figura preeminente no Antigo Testamento. Por três vezes, nas Escrituras, ele é chamado de amigo de Deus (2Cr 20:7; Is 41:8; Tg 2:23). Quando completou 99 anos de idade, Deus lhe disse: “Far-te-ei fecundo extraordinariamente, de ti farei nações, e reis procederão de ti” Gn 17:6), uma promessa que, humanamente falando, parecia impossível. Por ter Abraão acreditado em Deus, apesar do que a razão humana hhe dizia, ele se tornou “o pai de todos os que crêem (Rm 4:11).

Considerando que Abraão esteve para sacrificar o filho em resposta à ordem de Deus (Gn 22), parece incrível que ele tivesse mentido a Abimeleque com respeito a Sara (Gn 20:2). Porém, a situação é muito natural.

“Assim como a água reflete o rosto, o coração reflete quem somos nós” (Pv 27:19,NVI).

A manifestação ocasional da antiga natureza remanescente no crente, a apostasia dos filhos de Deus em todas as eras e nosso triste afastamento do caminho da justiça são suficientes para explicar a deplorável conduta do “pai de todos os que creem”. Quão humano era Abraão!

Momentos de grande fè, momentos de profundos lapsos. Qual seguidor do Deus de Abraão não pode se identificar com ele?


"Ano Bíblico: Ler Cápitulos: Gn 12, 13, 14, e 15"




Lição da Escola Sabatina - O Dom Profético


Lição 02
O Dom Profético
Sábado à tarde 03/01/2009

VERSO PARA MEMORIZAR: Então disse: Ouvi agora as minhas palavras: se entre vós houver profeta, eu, o Senhor, a ele me farei conhecer em visão, em sonhos falarei com ele.

LEITURAS DA SEMANA: Gn 20:7; Êx 15:20; Dt 18:15; Mt 11:11; Jo6:14

Ao longo na história, e mesmo até o presente, podemos encontrar exemplos de pessoas proferindo predições sobre o futuro. Na maioria dos casos, essas coisas nunca se cumpre. Quando se cumprem, vários fatores podem estar envolvidos. Pode ser pura coincidência? Talvez o Senhor esteja nisso? Ou talvez o inimigo esteja trabalhando para enganar tantos quanto possa?

Nas Escrituras, aqueles a quem Deus dotou com o dom de profecia eram pessoas que caminhavam com Ele. Não que fossem sem pecados, mas se esforçavam para viver em harmonia com Sua vontade revelada. Mantinham comunhão pessoal com Deus e, nesse contesto, o Senhor podia usá-las de modo especial.
Nesta semana, vamos estudar como Ele as usava.

Prévia da semana: Os profetas do Antigo e do Novo Testamento eram santos ou homens e mulheres comuns?

Que papel tinham as profecias em Israel?

Quais eram as diferenças entre os apóstolos e os profetas do Novo Testamento?


"Ano Bíblico: Ler Cápitulos: GN 08, 09, 10 e 11"

DEZ SEGREDOS PARA SER FELIZ


João Ponce de Leon, conquistador espanhol, procurou ansiosamente o local onde pensava encontrar a fonte da felicidade e a eterna juventude.

Ao buscá-lo chegou à Florida, onde encontrou a morte com flechas dos índios atravessando-lhe o coração. Ponce de Leon equivocou-se. A felicidade não está nas coisas materiais da vida mas sim no amor a Deus e na guarda dos Seus mandamentos.

Aqui há dez segredos para ser feliz:

I

Não terás outros deuses diante de Mim.

II

Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra; não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam, e uso de misericórdia com milhares dos que me amam e guardam os meus mandamentos.

III

Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente aquele que tomar o seu nome em vão.

IV

Guarda o dia do sábado, para o santificar, como te ordenou o senhor teu Deus; Seis dias trabalharás, e farás todo o teu trabalho; mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu boi, nem o teu jumento, nem animal algum teu, nem o estrangeiro que está dentro das tuas portas; para que o teu servo e a tua serva descansem assim como tu. Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou; por isso o Senhor abençoou o dia de sábado, e o santificou.

V

Honra a teu pai e a tua mãe, como o senhor teu Deus te ordenou, para que se prolonguem os teus dias, e para que te vá bem na terra que o Senhor teu Deus te dá.

VI

Não matarás.

VII

Não adulterarás.

VIII

Não furtarás.

IX

Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.

X

Não cobiçarás a mulher do teu próximo; não desejarás a casa do teu próximo; nem o seu campo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.

O sábio Salomão declarou: ”Teme a Deus e guarda os Seus mandamentos, porque isto é o dever de todo o homem.”Eclisiastes 12:13.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

lição da escola Sabatina 2009 - Estudo Adicional

Sexta - Feira 02/01/2009

Meios de Comunicação do Céu
Estudo Adicional

Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 409-426: “O Verdadeiro Conhecimento de Deus”; Educação, p. 99-101: “Deus na Natureza”.

Cristo veio revelar aos seres humanos o que Deus quer que saibam. Nos altos céus, na Terra, na imensidão das águas do oceano, vemos as obras da mão de Deus. Todas as coisas criadas testificam do Seu poder, Sua sabedoria, Seu amor. Mas não é das estrelas, nem do oceano, nem da cachoeira que podemos aprender acerca da personalidade de Deus segundo é revelado em Cristo. Viu Deus que uma revelação mais clara do que a natureza era necessária para retratar-Lhe a personalidade e o caráter. Enviou Ele o Seu Filho ao mundo para revelar, tanto quanto podia a vista humana suportar, a natureza e os atributos do Deus invisível.

“Cristo revelou, acerca de Deus, tudo quanto seres humanos pecadores poderiam suportar sem ser destruídos. Ele é o divino Mestre e Iluminador. Se Deus houvesse pensado que necessitávamos de revelações outras que não as feitas através de Cristo, e em Sua Palavra escrita, Ele as teria dado” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 8, p. 265, 266).

“A Bíblia é um livro maravilhoso. É uma história que nos abre os sé­culos passados. Sem a Bíblia, teríamos apenas conjeturas e fábulas a respeito das ocorrências das eras passadas. É uma profecia que desvenda o futuro. É a Palavra de Deus desdobrando para nós o plano de salvação, assinalando a maneira pela qual podemos escapar da morte eterna e obter a vida eterna” (Ellen G. White, em Bible Echo, 1º de outubro de 1892).

Perguntas para consideração

1. Compare em classe suas respostas à última pergunta de quinta-feira. O que vocês podem aprender uns dos outros?

2. Se Deus Se revela a nós pela natureza, ao menos parcialmente, o que este fato nos diz sobre a necessidade de protegermos o meio-ambiente?

3. Quais são outras formas pelas quais Deus Se comunica conosco? Como podemos estar certos de que é realmente Deus que fala? Que cuidados precisamos ter para evitar os enganos?

Respostas sugestivas:

Pergunta 1: Comunicação face a face.

Pergunta 2: Embora limitadamente, a natureza pode revelar muitos dos atributos de Deus, como grandeza, ordem, sabedoria, amor, etc.

Pergunta 3: Os profetas.

Pergunta 4: Comunicar ao povo a vontade de Deus.

Pergunta 5: Registrar o que Deus falou. a. Anunciar o que Deus falou; b. Fortalecer nossa fé; c. Para nos instruir e corrigir.

Pergunta 6: Foi uma revelação muito mais ampla e profunda, exemplificando ao vivo o caráter de Deus.

Pergunta 7: Iluminar-nos, guiar e abrir nossa compreensão para as maiores dimensões da vida.

"Ano Bíblico: Ler Genesis Cápitulos: 4, 5, 6, 7

Fontes:
Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 409-426: “O Verdadeiro Conhecimento de Deus
Educação, p. 99-101: “Deus na Natureza
Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 8, p. 265, 266
Casa Net


A Comunicação com Nosso Pai



Em janeiro de 1832 abriu-se ao trânsito a primeira ponte pênsil entre a Ilha de Manhattan, na qual se acha construida New York, e o importante subúrbio de New Jersey. Tem mais de um quilometro de comprimento e representa uma fabulosa inversão de capital. Quando ainda se achava em construção, essa obra trazia em letras garrafais a inscrição "Cabos Roebling", palavras que recordam as peripécias da vida e obra dos Roebling pois foram eles que inventaram os cabos de fios de aço usados na construção das pontes pênseis.

Em várias outras regiões do Mundo encontram-se hoje idênticas arrojadas obras, sobre abismos ou caudolosos rios, ligando as suas duas margens. É o caso da ponte Golden Gate, ainda nos Estados Unidos da America, na Califórnia, ligando São francisco a Oakland, e a ponte sobre o Tejo que liga Lisboa à margem Sul.

Uma Ponte de que Todos Necessitamos

O objetivo primordial de uma ponte é estabelecer um meio de comunicação fácil entre dois pontos separados por um volume de água ou por um abismo.
Ensina-nos avida que há abismos de mais graves consequencias do que as depressões físicas que se cruzam com pontes de aço, pedras, cimento ou madeira. Encontramos a humanidade dividida hoje em dia por diferenças de idioma, raça ou até por tradições que são muito mais dificeis de transpor do que os rios ou vales. E mais difícil ainda de transpor é o tremendo abismo que se interpõe, entre o homem e Deus.

Quantas pessoas que, no meio das múltiplas actividades da vida não se dão conta desse abismo, mandam apressadamente buscar alguma pessoa que , segundo crêem, servirá de meio de cominicação entre elas e a Divindade! Assim tem sido em todos os tempos e entre todos os povos. E à necessidade da alma humana tem correspondido uma classe de religiosos profissionais que se ofrecem para prestar o auxilio necessário, intervindo entre a alma e Deus.
Diante de certas crises na vida humana, temos de escolher entre valer-nos da ajuda de algum intermediário entre nós e Deus ou mergulhar no desespero, pois com os nossos próprios recursos não podemos fazer frente às esmagadoras forças adversas.

O Sarcedote é um Homem-Ponte, ou Mediador

Devemos, então, receber de braços abertos todo aquele que pretende ser mediador entre nós e Deus? É claro que não. Os pretendentes são tantos e de caracter tão diverso, que é impossivel crer que todos mereçam a nossa confiança. como distinguir entre o sacerdote ou mediador verdadeiro e o falso?
Diz porventura aquela grande fonte de conhecimento, a escrituras Sagradas, algo a respeito do que concerne a à nossa relação com Deus? Felizmente encontramos ali abundante informação a esse respeito, e daremos o seguinte resumo:

Os Sarcedotes dos Tempo Primitivos

1. Originalmente as funções sacerdotais eram exercidas, não pelos religiosos profissionais, mas pelos chefes das familias crentes em Deus, que construiram altares nos quais se fazim ofertas e sacrificios e Jeová; e o apóstolo Paulo nos ensina que o " oferecer dons e sacrificios" é função caracteristica de um sacerdote. ( Ver Gen.Cap. 8: 20-22; Cap. 12:7; Cap. 22:1-14 )

2. Mais tarde, sob a direção de Moisés, efetuou-se uma grande reforma religiosa entre os israelitas, e em vez de confiar aos chefes a direção da vida religiosa do povo, como no dia dos patriarcas, foi implantada por ordem de Deus uma organização que propenderia à unidade nacional.




A Casta Sacerdotal Levitica

Das doze tribos que compunham o povo israelita, foi eleita a de Levi, para que os homens aptos entre ela se dedicassem a atender as necessidades religiosas da nação. Desta tribo, Deus mesmo escolheu Arão, irmão do grande libertador Moisés, para que fosse o sumo secerdote do povo.

3. Desde então não houve mudança nas ordenanças com respeito ao sacerdócio até o aparecimento do Messias, uns quinze séculos depois.

Não Havia Sacerdotes na Igreja Cristã Primitiva

É notável, todavia, que na igreja na organização da igreja primitiva, segundo se acha descrito dos mesmos apóstolos, não se mencionam secerdotes. fala-se-nos com frequência dos apóstolos, dirigentes da igreja, abaixo de Jesus Cristo; de diáconos, de profetas, evangelistas, pastores, doutores, operadores de milagres, pessoas dotadas da faculdade de falar linguas e traduzi-las, mas não se mencionam sacerdotes. Este fenômeno fica explicado no livro de Hebreus, onde o apóstolo Paulo expõe detalahadamente todo o assunto do sacerdócio.


Jesus Cristo, o Sumo Sarcedote da Era Cristã

No primeiro capitulo estabelece a perfeita divindade de Jesus Cristo, a íntima relação existente entre o Soberano do Universo e o seu Filho unigênito.

No segundo capitulo, põe em destaque a perfeita humanidade do filho de Deus e a Sua participação em toda nossa debilidades, tentações e lutas.

Desde o versiculo 14 do capitulo 4, usa esses dois fatos para demonstar que Jesus Cristo é o grande Pontifice ou Sumo Sacerdote da igreja Crsitã.

Prossegue a demonstrar no capitulo 5 que Ele é o eterno Sacerdote "segundo a ordem de Melquisedeque", prometido pelo salmista inspeirado. ( Salmo 110:4 )

Pontifice é Aquele que Serve de Ponte

A palavra empregada nas Escrituras Sagradas na maioria das versões para representar a Cristo como nosso Sacerdote é "Pontifice", termo aplicado pelos romanos a seus principais sacerdotes. Esta palavra vem de dois vocábulos latinos: pons (ponte) e facio (faço). No grego e no hebraico, a palavra "sacerdote" significa "o que oferece sacrificio". Mas esse nome romano que a Bíblia aplica a nosso Senhor, significa "o que faz (serve de) pontes" entre o homem e Deus.

Que formosa palavra para representar nosso Senhor na qualidade de sacerdote! É Ele a grande ponte que une a humanidade à Divindade, através do abismo do pecado. Como a grande ponte construida pelos Roebing depende de dois sólidos pilares erigidos numa e outra margem do vale ou torrente que atravessa, assim a eficácia do ministério de nosso Pontifice depende de dois factos importantes e inamovíveis:

1. a divindade de nosso Senhor

2. a Sua humanidade.

E os cabos que sustêm essa ponte espiritual esao firmemente seguros nessas duas caracteristicas de Cristo. As amarras nunca hão de ceder, nem de um lado nem do outro.





Nosso Único Mediador


Jesus Cristo é, pois, o elemento de ligação entre Deus e o homem. Defende a este no juizo, por ele intercedendo, em virtude de Se haver entregue em sacrificio pelos homens. Tornou-se assim o Advogado supremo de todos os pecadores que Lhe confiarem a sua causa. E todos os que sinceramente o fizeram poderão um dia atestar que Ele jamais perdeu uma causa. " Meus filhinhos", diz o apóstolo João, "estas coisas vos escrevo para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. E Ele é a propiação pelos nossos pecados". 1João 2:1-2.

João está repetindo o que Jesus ensinou aos Seus, no cenáculo: "Eu Sou o caminho...ninguém vem ao Pai, senão por Mim".

Aqui temos, pois, a explicação da total ausência de sacerdotes na organização da igreja cristã primitiva.
Aproveitamos, pois, este único caminho de acesso ao nosso Pai celestial. Apresentemos-Lhe as nossas súplicas em nome de nosso Pontífice e Salvador Jesus Cristo. E Ele mesmo promete: "O que vem a Mim de maneira nenhuma o lançarei fora" Jão6:37

lição da escola Sabatina 2009 - Por Cristo

Quinta - Feira 01/01/2009


Meios de Comunicação do Céu

Por Cristo

O centro e a substância da revelação de Deus é a pessoa de Cristo, Deus em carne humana. Quando, nos planos de Deus, chegou o tempo certo, veio Jesus, “nascido de mulher, nascido sob a lei” (Gl 4:4). Ele viveu por cerca de trinta e três anos na Palestina, morreu na cruz, ressuscitou e ascendeu para Seu Pai.

6. Qual é a diferença fundamental entre a revelação de Deus através de Cristo e as outras revelações discutidas nesta semana? Jo 1:14; 3:16; 14:8, 9; Cl 2:9; Hb 1:1, 2. Quais são alguns exemplos de que eles pouco entendiam sobre a obra do Messias?

A Bíblia sobrepuja em muito a revelação de Deus na natureza, mas nenhum registro escrito pode ser igualado à presença pessoal do Filho de Deus. A Bíblia é a ferramenta de Deus para realizar Seu propósito em nossa vida. Porém, não tem valor duradouro se a considerarmos apenas como um livro interessante de história. A menos que ela nos leve ao que Ele revela, nosso estudo da Bíblia será de pouco benefício. A Bíblia foi escrita, acima de tudo, para nos dar a revelação de Deus, apresentada ao mundo pela vida e morte de Seu Filho, Jesus.

7. Jesus é "a luz verdadeira que veio ao mundo e ilumina todas as pessoas". Jo 1:9, NTLH Qual é o objetivo da revelação de Deus?

A New International Version, dá uma ideia melhor: “A verdadeira luz que dá luz a todo homem estava vindo ao mundo”. Isso não significa que todos recebem essa luz, mas que se uma pessoa é, de fato, iluminada, deve ser de Jesus (At 4:12). A verdadeira luz brilha em toda a humanidade no mesmo sentido em que Jesus morreu por todos, mas nem todos serão salvos. Como João continua a dizer, muitos não aceitarão essa luz (Jo 1:10-12).

Quanto você conhece de Jesus? Se alguém lhe pedisse: “fale-me de Jesus, como Ele é e o que Ele pode fazer por mim”, o que você diria, e por quê? Esteja preparado para compartilhar sua resposta em classe no sábado.

"Ano Bíblico: Ler Cápitulos: Gen: 1 - 2 - 3"