quarta-feira, 6 de julho de 2011

Diabetes: guia prático de dieta e alimentação





A primeira coisa quando se pensa em diabetes é a restrição alimentar: o que posso e o que não posso comer? Entretanto, a dieta para diabéticos diz respeito mais ao que colocar no consumo diário, e não o que deve ser retirado dela.

Na dieta para diabetes, escolher os alimentos corretos e comê-los em quantidades corretas pode também ajudar numa das principais causas de diabetes tipo 2: a resistência à insulina. “Chama-se resistência à insulina a dificuldade de ação da insulina (hormônio produzido no pâncreas e que circula no sangue) nas células. Normalmente, a insulina ‘abre as portas’ das células do organismo para a entrada de glicose. Quando existe resistência a esta ação, a porta fica fechada e a glicose não entra na célula e permanece circulando no sangue, o que caracteriza o diabetes”, afirma Dr. Frederico G. Marcisotti, endocrinologista do Lavoisier Medicina Diagnóstica/DASA. Ainda segundo o endocrinologista, a obesidade é a maior causa de resistência à insulina e 80% dos portadores de diabetes tipo 2 são obesos.

Os diabéticos precisam ingerir carboidratos, frutas e vegetais, proteínas e gorduras. Mas, além da preocupação com a resistência à insulina, há certa inquietude quanto ao índice glicêmico do sangue, que pode ser elevado em poucos minutos dependendo do alimento que foi consumido. Por isso, veja dicas práticas para serem usadas no dia a dia e tenha uma vida cheia de saúde!

CARBOIDRATOS
Farinha branca, arroz e batata são alimentos de alto nível glicêmico. Eles contêm o tipo de carboidrato que é digerido rapidamente, levando uma grande quantidade de açúcar para o corpo. “Os carboidratos são rapidamente absorvidos e assim criam picos de glicose indesejáveis. Quanto maior o tempo que o alimento precisa para ser digerido e absorvido, menor a elevação aguda da glicose. Por isso, recomenda-se que se usem alimentos integrais, que, pelo conteúdo maior de fibras, são absorvidos mais lentamente”, explica Marcisotti. Porém, é possível comer carboidrato sem se preocupar com o índice glicêmico. Há carboidratos que demoram mais tempo para serem digeridos.

Veja que trocas fazer!


Ao invés de consumir cereais industrializados feitos com farinha branca e açúcar, experimente trocá-los por um cereal com alta quantidade de fibras e sem açúcar. Para dar um sabor doce, misture-o com frutas de sua preferência. Esta opção é cheia de nutrientes e demora mais para ser digerida pelo organismo.


Para o jantar, prefira as massas de semolina, que têm menor índice glicêmico que as batatas. Incremente com vegetais, tomates, azeite de oliva e outros ingredientes saudáveis.


Farinha, arroz e pão integral têm menor taxa glicêmica que os não integrais. Quando for fazer suas compras, não se deixe levar pelas embalagens contendo palavras como “trigo” ou “multigrãos”. Procure a palavra “integral” ou “grãos inteiros”.


Quinoa, lentilha, cevada. Experimente outros grãos disponíveis no mercado, as opções são vastas. Baratos, eles podem ser preparados com vegetais grelhados, temperos, castanhas e outros acompanhamentos saudáveis.

FRUTAS E VEGETAIS

Todos já estão cansados de saber que eles são bons para a saúde e para perder peso. Porém, o que muitos não sabem é que eles são responsáveis por baixar o açúcar no sangue, além de trazerem mais saciedade. Com algumas exceções, é possível um diabético comer todas as frutas e vegetais que quiser.

Veja como inseri-los em sua dieta!


Adicione-os em tudo que for comer e você irá reduzir as taxas glicêmicas de cada porção. Além do mais, quanto mais frutas e vegetais você colocar, menos comida você vai comer, o que ajuda a reduzir as calorias ingeridas. Mas atenção à dica da nutricionista funcional Daniela Jobst: evite vegetais como beterraba e cenoura cozidos, prefira crus, pois diminuem o índice glicêmico!


E que tal usar algumas cenouras como um aperitivo para comer em frente à TV? Experimente também levar alguns tomatinhos cereja para comer no trabalho no intervalo entre as refeições.


Outra dica é começar o almoço e o jantar pela salada. Além de serem superimportantes para nossa saúde, preenchem o estômago e fazem você comer menos carboidratos e calorias.

Lembre-se de inovar. Coma vegetais e frutas frescas, mas procure receitas saudáveis em livros ou com amigos. Descubra novos legumes e verduras, experimente cozinhá-los em vapor e adicioná-los a outros pratos.

Segundo Marcisotti, verduras não têm qualquer restrição para os diabéticos. Os legumes em geral também têm pouca restrição, pois são alimentos pouco calóricos e com conteúdo de açúcares muito baixo. “Já as frutas, apesar de saudáveis, não podem ser consumidas à vontade, pois contêm açúcar na forma de frutose. Devem fazer parte do cardápio, mas com limitações.”

PROTEINAS

Controle seu peso e o açúcar no seu sangue comendo proteína magra. Proteína não faz o açúcar no sangue aumentar, então adicioná-la a uma porção de carboidrato faz o nível glicêmico do prato diminuir. Além do mais, a proteína demora mais tempo para ser digerida, o que faz com que o açúcar no sangue suba mais vagarosamente. “As proteínas e gorduras não elevam o nível de açúcar (glicose) no sangue tão rapidamente e, por isso, a dieta do diabético restringe principalmente os carboidratos”, explica Marcisotti. E a proteína ainda deixa você mais saciado por mais tempo, se comparada aos carboidratos.

Não pense que qualquer proteína vale. Ao comer carne, por exemplo, evite cortes cheios de gordura e com molhos à base de manteiga. Escolha contrafilé, coxão mole e filé-mignon. Lembre-se de retirar o máximo de gordura da carne crua que puder, com a ajuda de uma faca afiada. Se você for vegetariano, escolha soja, feijão, lentilhas e ervilhas: são excelentes fontes de proteína. E não pense que para ter todos os benefícios da soja seja necessário comer tofu. Experimente refogar as vagens de soja ou torrá-las e comê-las como tira-gosto.

E cartão verde para os ovos: eles têm muita proteína e fazem muito bem para a saúde. Consuma-os no café da manhã, no almoço ou jantar.


Coma frutos do mar! São pobres em gordura saturada e ricos em proteína. O salmão e a sardinha, por exemplo, possuem ômega 3, um óleo saudável que ajuda no controle da glicemia e na prevenção de doenças do coração. Experimente também camarões, mariscos, caranguejos... mas evite consumi-los fritos: isso praticamente acaba com todos os benefícios alimentares dele. Atum em lata também vale, mas evite os que contêm óleo ou maionese.

GORDURAS

Troque as gorduras más pelas boas.
Gorduras boas podem ser um problema para seu peso, mas são a chave para estabilizar o açúcar no sangue, pois não precisam de insulina para serem metabolizadas.


Uma dieta rica em gordura monoinsaturada (encontrada em peixes, oleaginosas e azeite de oliva) pode até mesmo ajudar a reverter a resistência à insulina. “Um estudo mostrou que uma dieta rica em gorduras monoinsaturadas diminui a resistência à insulina quando comparada a uma dieta com predomínio de gorduras saturadas e poli-insaturadas”, diz Marcisotti. Já as gorduras saturadas (encontradas em manteiga, carne e queijo) podem aumentar a resistência.





Se fizer as trocas aos poucos, vai conseguir tirar muita gordura da sua dieta e vai se acostumar rapidinho.

Tente escapar da carne ao menos uma vez por semana. Experimente sanduíches de vegetais grelhados, massas enriquecidas com legumes e castanhas, salada com pedaços de tofu... as opções são muitas.

O óleo de oliva é uma gordura boa e você pode cozinhar com ele. Não exagere, uma colher de sopa é o suficiente. Use na salada, no peixe e até para grelhar carnes. Isso vai reduzir e muito a quantidade de gordura saturada que você consome.

Amêndoa, castanha de caju, nozes e outras castanhas, assim como o abacate, têm um efeito benéfico no colesterol e ajudam a reverter a resistência à insulina. Ideias práticas e gostosas: coloque castanhas nas massas e use o abacate da maneira mexicana: como complemento para saladas.
COMA MENOS

Saber o que comemos é importante, mas o quanto comemos não deve ser deixado de lado. Para melhorar os níveis glicêmicos e a absorção de insulina, reduzir as porções ingeridas é fundamental.
Para a carne, um pedaço do tamanho de uma carta de baralho é o suficiente. Para o peixe, baseie-se no tamanho de um talão de cheques, e meia xícara de macarrão já basta.

Uma dica para comer menos é não colocar as travessas de comida na mesa. Sirva-se na cozinha e depois vá comer na copa ou, se a mesa fica na cozinha, deixe as panelas no fogão. Quando a comida é colocada na nossa frente, temos propensão a comer mais.

Diminua o tamanho do prato. Deixe a etiqueta de lado e, no dia a dia, coma nos pratos de sobremesa. A comida vai preencher o prato sem que para isso você precise exagerar nas porções servidas. O mesmo vale para copos: os pequenos ajudam você a consumir menos líquido durante as refeições. E lembre-se de comer em casa o máximo que puder. Você tem mais chance de consumir comidas gordurosas e calóricas quando você come fora. Quando for sair para comer em um restaurante fast-food, opte pelo prato infantil, que vem com menos comida. Experimente começar o jantar com uma salada ou dividir a comida com alguém. Tudo para comer menos.

Cuide da sua alimentação! Com estas dicas, você perderá peso e dificilmente terá a surpresa de ver seu índice glicêmico alto.

Texto Extraido do Site IDMED: http://idmed.uol.com.br/Nutri%C3%A7%C3%A3o/Alimenta%C3%A7%C3%A3o/diabetes-guia-pratico-de-dieta-e-alimentacao.html
Escrito por Maíra Bonilha, com orientações da nutricionista Daniela Jobst, CRN 13312

Nove Princípios para captação de recursos


Neste artigo, procuramos identificar alguns princípios básicos para uma boa captação de recursos para projetos sociais. São apenas nove pontos que, devidamente seguidos, proporcionarão bons resultados para qualquer projeto social.

1. Educar.

É necessário desenvolver um processo de educação. As pessoas somente efetuarão uma doação se compreenderem quais são as necessidades do projeto e terem alguma identificação com a causa social representada pelo projeto.

2. Solicitar.

É importante saber pedir. Devemos levar em consideração que se trata de um processo complexo e às vezes constrangedor, no entanto é preciso levar em consideração para quem serão destinados os recursos. Os recursos são para um projeto social e não para o solicitante, desta forma fica mais saudável qualquer iniciativa nesta direção.

3. Relacionar.

Ainda que as doações sejam feitas por empresas, deve-se considerar que nunca tomaremos um café com uma pessoa jurídica. Portanto procure manter um bom relacionamento com os (possíveis) doadores, afinal de contas o relacionamento pessoal é fundamental neste processo.

4. Compreender.

Procure compreender as razões pelas quais uma pessoa ou uma organização efetua uma doação. Os motivos podem ser diversos, variando desde o interesse pela causa social representado pelo projeto social até pelo simples interesse na dedução fiscal. Não importa os motivos, mas é bom compreender quais são eles.

5. Classificar.

Recursos são sempre importantes e fundamentais num processo de captação de recursos, principalmente se o projeto social carece dos mesmos. Porém é de vital importância a seleção dos possíveis doadores. Relacionar um projeto social a nomes ou pessoas de má reputação, pode ser uma péssima idéia para a sobrevivência do seu projeto ao longo do tempo.

6. Agradecer.

Tenha sempre um coração disposto a agradecer. Ainda que os valores e a freqüência das doações não sejam o desejado para seu projeto, procure agradecer sempre. Este princípio fará com que novas doações sejam efetuadas.

7. Reter.

Reter um doador é mais fácil do que conseguir um novo doador. Desta forma procure alternativas para manter o doador informado a respeito do andamento do projeto, quais resultados foram obtidos, como foi importante a participação naquele período, enfim... sabendo os motivos que levam o doador a efetuar a doação, ficará mais fácil a continuidade das doações.

8. Manter.

Manter uma boa reputação, tanto pessoal como institucional é de fundamental importância. Uma imagem pessoal desgastada pode custar muito caro e assim comprometer o projeto como um todo.

9. Prestar contas.

Quando um doador possui informações suficientes a respeito dos resultados obtidos e alcançados pelo projeto, fica mais fácil a continuidade das doações futuras. Procure quantificar os resultados e apresentá-los em formas de relatórios e realizando uma avaliação do projeto. Desta forma, o doador terá uma visão do todo e poderá avaliar onde os recursos foram aplicados e como foram investidos.

Para finalizar, nós devemos considerar cuidadosamente todas as abordagens de captação de recursos que utilizamos. É importante saber se os nossos métodos de captação de recursos estão refletindo os valores da nossa organização.

Autor: Urias França Jr

terça-feira, 5 de julho de 2011

Casamento. Há prazo de validade?

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prazo_validade








Uma deputada da Alemanha propôs uma lei segundo a qual casamentos valeriam por, apenas, sete anos e teriam que ser renovados depois desse período. O argumento da deputada é de que “vários casais só continuam juntos porque têm medo da separação”. Ela defende a idéia de que os casais deveriam ficar juntos por amor e não por comodidade ou interesse. Será que ela tem razão? A separação seria mesmo o melhor remédio para quando o amor acaba?

Acho que sete anos para quem não ama mais é muito tempo. Você já imaginou ter de conviver sete anos com alguém de quem não gosta? Ainda mais em um mundo humanista como o nosso, em que o eu é divinizado e, no qual, as pessoas só fazem o que gostam, se gostam e quando gostam? E por que sete?


Por um aspecto ela tem razão. Alguns casais só ficam juntos por medo das conseqüências da separação. Outros têm medo da sogra (risos)... Outros, ainda, continuam a péssima relação por causa dos filhos, ou, como no caso dos Clinton, em razão de interesses que talvez sejam questionáveis. Não cabe, a mim, julgar.

A deputada está certa quando afirma que os casais deveriam ficar juntos por amor e não por comodidade, ou, interesse. Mas quando ela propõe um prazo de validade para uma relação estremecida, é bem razoável supor que esteja participando de um dos enganos mais comuns sobre este assunto: a suposição de que possa haver amor, sem compromisso.


Como se sabe, o sucesso de um casamento depende, em grande parte, de algo que acontece bem antes dele – o namoro. Bons casamentos surgem de namoros bem-sucedidos, e vice-versa. Talvez, a principal razão pela qual o casamento esteja experimentando uma falência tão acentuada sejam os namoros mal conduzidos. Existe por aí uma idéia de que um dos ingredientes principais do namoro devem ser os beijos, abraços e outras “cositas más”, e o resultado é que, de tanto abraçar e beijar e de manter relação sexual, o casal acaba conhecendo muito do corpo do outro, e pouco das idéias, valores, hábitos e caráter da outra pessoa. É que essas coisas a gente só descobre conversando. E quem é que vai querer conversar, quando até uma propaganda de televisão há pouco tempo sugeria: “Pega logo”, ou seja, vá direto ao que interessa: sexo! Beijos, abraços e sexo produzem um prazer tão deslumbrante que pouca gente vai querer ficar perdendo tempo com conversa, não é verdade?


Carícias e sexo não fazem parte do plano de Deus para o namoro, simplesmente porque vão prejudicar algo muito mais importante – o casamento. Nessa fase, o casal precisa desesperadamente de algo que, pelo menos, aparentemente, pode ser meio sem graça: conversar. Quando um casal de namorados tem envolvimento físico íntimo (mesmo quando não termina sempre em sexo), as emoções são tão fortes, ligam tanto um ao outro, que a Bíblia diz que se tornam “uma só carne”, pelo menos emocionalmente falando. É nesse ponto que as emoções assumem as rédeas da relação e a razão sai de cena. O arroubo das emoções causado pelo contato físico deixa a pessoa virtualmente despreparada para pensar e avaliar racionalmente a conveniência da relação e, então, ela perde a cabeça entrando num casamento que nunca deveria ter acontecido.


E se esse foi o seu caso, o que fazer? Deus considera o casamento uma instituição tão sagrada, que mesmo depois da queda espiritual do ser humano, permaneceu fazendo parte da vida das civilizações juntamente com o ciclo semanal. Portanto, o casamento, o ciclo semanal e o dia de descanso são heranças da Criação (ver Gênesis 1:26-28; 2:24 e 2:1-4).

Deus sempre desejou que a continuidade do casamento dos cristãos, que aquele “até que a morte os separe” fosse um modelo para o mundo, para os filhos deles e para as outras pessoas, do tipo de relação que Ele quer ter conosco, que também somos pessoas defeituosas e sujeitas a errar. Apesar de sermos o que somos, Ele diz: “Nunca te deixarei; jamais te abandonarei.” E diz mais: “Aquele que vem a Mim, jamais o lançarei fora.” O amor de Deus (assim como deveria ser o nosso) não se baseia apenas em sentimentos, mas em um princípio – e isso a deputada alemã certamente não sabe. Amor, como é ensinado pela Bíblia, não é um sentimento volúvel, que nos torna reféns dos desvarios de um coração inconstante e pecaminoso. Amor é uma decisão da vontade que é fortalecida, diariamente, pelo Espírito Santo.


É por isso que para amar a gente precisa de Deus. O amor não mora aqui em baixo com os seres humanos. Amor é algo que a gente recebe de Deus para repartir com quem dorme na mesma cama, mora na mesma casa, trabalha ou habita na mesma cidade. E esse tipo de amor já não depende tanto de como a outra pessoa é, o que ela faz ou deixa de fazer. É certo que existem casos em que a continuidade do casamento é quase impossível e seria mais prudente encerrar a relação, como acontece, por exemplo, quando o marido abusa sexualmente de uma filha. Mas mesmo quando se faz se faz necessário uma separação, pode haver amor.


Em todo o caso, o amor passa a ser uma escolha de alguém que é livre para decidir e que resolve não estar sujeito às escolhas ou ações do outro. É livre para amar como Jesus, que decidiu amar mesmo àqueles que não O amavam e chegou ao ponto de morrer por eles.

Neste mundo, num contexto de pecado não existe amor sem sofrimento, sem dor, sem negação do eu. E isso é cristianismo, e não humanismo. Quando Cristo vive em mim, vivo não mais eu. Mas Seu Espírito coloca dentro de mim o amor que não possuo. Por isso, quem quiser experimentar as alegrias do amor vai ter que, eventualmente, aprender com Deus a fazer como Ele, suportar as dores do amor e amar, talvez, a quem não mereça esse amor. Na Bíblia, para aqueles que aceitam a Deus como o Senhor de sua vida, o amor não é uma opção, mas um mandamento: “Um novo mandamento vos dou...” Para Deus, não amar é rebelião, deputada!


Mas ela quase tem razão. O casamento precisa mesmo ser renovado, periodicamente. Mas não a cada sete anos – isso seria tempo demais. Ele precisa ser renovado toda manhã, quando cada um comparece sozinho à presença de Deus, pede e recebe a dose de amor daquele dia para compartilhar com o cônjuge. Ele também é renovado quando a família toda comparece, diariamente, à presença de Deus, por meio do culto familiar e reconhece que depende dEle para continuar juntos. No coração de famílias assim, sempre vão existir amor, perdão, bondade, fidelidade e compromisso como presentes diários de Deus. E isso pode acontecer com você e sua família!


Marcos Bomfim

Terapeuta Familiar

Diretor do Ministério da Família - USB

Elizabeth



quinta-feira, 30 de junho de 2011

Betel - Palestina

1 - Identificação e história

A cidade de Betel da antigüidade geralmente se identifica com a vila moderna de Beitin, que fica cerca de 17 km ao norte de Jerusalém. Sua localização foi estabelecida inicialmente por E. Robinson, em maio de 1838, baseada em referências geográficas da Bíblia (Gn 12,8 e Jz 21,19), em Eusébio (Onomasticon 40,20-21) e na semelhança do nome antigo com o atual nome árabe. Em parte, a importância de Betel se deve à sua posição em um local estratégico, perto da fronteira físico-política que dividia as províncias de Efraim (montanhas) ao norte e de Judá (planície) ao sul. Juntas, essas duas províncias constituíam a elevada espinha dorsal da terra de Canaã, entre o vale do rio Jordão, a leste, e o Mar Mediterrâneo, a oeste.

Durante grande parte da história bíblica, essa serra central da Palestina ficou dividida politicamente em tribos do norte e tribos do sul. Em seguida, Reino do Norte (Israel) e Reino do Sul (Judá). Mais tarde, durante a época romana, essas províncias chamavam-se Samaria e Judéia.[1]

As casas da cidade moderna se concentram no lado sudeste da antiga cidade e deixam apenas 4,04 m2 do lugar original disponíveis para escavações. Em 1927, W. F. Albright, juntamente com H. M. Weiner, investigou o local. Eles fizeram um buraco fundo de teste nas camadas exatamente em cima de um enorme muro da cidade. As descobertas de Albright mostram que foi ali mesmo a “Betel” cananéia e israelita.

Não havia nenhuma característica ou sinal de defesa natural, mas Betel possuía fontes abundantes e situava-se no cruzamento das maiores vias – a via da montanha e a via principal, de Jericó à planície da costa. Por causa dessas vantagens, uma cidade facilmente surgiu ali.

A cidade de Betel foi precedida por outra nessa área, de nome “Ai”, mais ou menos 2,5 km a leste. Embora existam dados arqueológicos que confirmam a fundação de assentamentos tribais já durante o século 14 A.E.C., a conquista de Betel não pode ser fixada com razoável precisão nem o fim do século XIV, nem durante o século XIII A.E.C.

De acordo com a Bíblia, Betel era conhecida anteriormente como “Luz”. A cidade foi conquistada pela Casa de José (Jz 1,22-25) e ocupada novamente pelos israelitas. Betel foi incluída no território de Efraim, tornando-se um lugar sagrado, um centro religioso associado à tradição dos patriarcas. Jeroboão levantou um santuário real (“bamá”) em Betel, como rival do templo de Jerusalém, mas por enquanto não se encontrou nenhum vestígio desse santuário.

Os assírios destruíram a cidade mais ou menos no mesmo período em que Samaria foi destruída, cerca de 721 A.E.C., mas o santuário reviveu ao final do período assírio (II Rs 17,22-41).

Betel escapou à destruição durante a conquista de Jerusalém por Nabucodonosor, mas foi demolida na transição da dominação babilônica para a persa. Contudo, a cidade conseguiu se refazer, existindo durante a época de Esdras.

A cidade de Betel prosperou nos períodos helenístico e romano (recente). Foi a última cidade tomada por Vespasiano antes de sair de Judá para se tornar imperador. Ela continuou prosperando durante o período romano tardio, alcançando seu tamanho máximo no período bizantino. Pouco depois da conquista islâmica, a cidade deixou de existir.

2 - Escavações

As “Escavações Kyle Memorial em Betel” foram conduzidas durante o verão dos anos de 1934, 1954, 1957 e 1960, pelas “Escolas Americanas de Pesquisa Oriental” e pelo “Seminário de Teologia de Pittsburg-Xenia” (atualmente, Seminário de Teologia de Pittsburg). A primeira campanha foi dirigida por W. F. Albright, com assessoria de J. L. Kelso. As outras campanhas foram dirigidas por Kelso. Em 1960, a equipe de escavações descobriu um santuário no topo de uma montanha, a noroeste, sobre uma cordilheira calcária quase nivelada. Várias manchas escuras achadas ali foram testadas e identificadas como sendo de sangue – provavelmente, resultado de sacrifícios. Vestígios de numerosas fogueiras também foram encontrados. O objeto primeiramente localizado foi uma jarra calcolítica, achada numa fenda das rochas. A maioria dos fragmentos era do período do Bronze-Médio. Diretamente acima dessa acrópole, um templo novo foi construído. A leste, havia uma pavimentação de pedra calcária. A construção parece ser da idade do Bronze Médio I, e é provável que tenha sido destruída por um terremoto.

A área que cercava as fontes de água e o santuário era inicialmente um acampamento para pastores de rebanhos. Ela se tornou uma vila por volta do ano 3200 A.E.C. (período calcolítico). O local ficou abandonado durante grande parte da Idade do Bronze Recente (3150-2850 A.E.C.), sendo ocupado novamente entre 2.400-2.200 A.E.C. Mais tarde, foi outra vez abandonado.

Durante a idade do Bronze Médio (2200-2000 A.E.C.), a ocupação contínua do local começou. No Bronze Médio II (2000-1750 A.E.C.), já se percebia um pouco de reconstrução e no Bronze Médio II-B (1750-1550 A.E.C.), a área toda foi fechada com um muro maciço, medindo, aproximadamente, 3,5m de espessura. Várias secções do muro ao norte, sul e oeste foram descobertas. Foi ainda localizada uma parte no muro no lado leste, mas uma rua recentemente pavimentada impediu o progresso das escavações.

Portões também foram encontrados nos extremos nordeste e noroeste, bem como vestígios de portões foram localizados nos muros sul e oeste. O portão do lado noroeste de Betel é sem paralelo. Construído diretamente sobre a acrópole, o portão, em formato de ferradura, era um “rombóide”, com o muro ao norte medindo 14,6m, a leste 9,7m e a oeste 9,2m. Não havia muro ao sul do portão. Ele juntou-se diretamente ao lado noroeste do muro. A espessura mínima dos muros era de 1,5m.

Os batentes do portão estavam em pé e mediam 2m de altura. O chão da área do portão inicialmente haviam sido pavimentados com pedaços chatos e grossos de pedra, mas depois foi consertado. Não havia ante-salas para guardas, mas somente um corredor, indo da soleira até o muro no lado oeste. Ali, o corredor dobrou para o sul e novamente ao leste até a face interna do muro externo de todo conjunto do portão. Novamente dobrou ao sul, passando por uma abertura no muro norte da cidade. O muro está faltando nesse ponto da construção, mas logo dentro dessa área murada, há o que parece ser um santuário, que foi achado a poucos passos do templo da acrópole. O canto desse prédio novo estava descoberto.

O prédio representa uma das melhores construções de pedra da idade do Bronze Médio em toda a Palestina. Dentro do santuário, achavam-se muitos ossos de animais e cerâmicas que incluíam jarras de pedra enfeitadas com temas de serpentes nas bases e alças. Foram também encontradas a perna de um touro e uma coluna de estilo “Hathor”.

Na cidade da idade do Bronze Médio II (2000-1750 A.E.C.), foram encontradas duas fases distintas da construção, separadas em vários lugares por camadas de cinzas. Parece que um pouco antes da conquista da cidade (provavelmente pelos egípcios, em cerca de 1550 A.E.C.), havia um projeto de reconstrução, durante o qual se levantou uma seção nova do muro do lado oeste da cidade. Mas, depois da conquista pelos egípcios, toda essa área ficou em ruínas até o século XIV A.E.C., e então voltou a crescer.

Havia duas fases de ocupação na Idade do Bronze Tardio (1550-1200 A.E.C.). A fase anterior a elas, no século XIII, era de qualidade superior. Casas nobres, da antiga Roma, eram maiores e havia mais pavimentações feitas de laje. Sistemas de esgoto, habilmente desenhados, eram instalados na cidade, representando a fase da mais fina arquitetura na história da cidade. Uma prensa, usada para produzir óleo de oliva, com todas as suas instalações, foi encontrada. Perto dela, uma grande quantia de “zebar”, ou resíduos de oliva.

As cidades israelitas (Idade do Ferro I, 1200-1150 A.E.C.) oferecem um contraste surpreendente em relação às dos cananitas (Bronze Tardio). As casas israelitas são tipo “barracos”, quase caídos, e as cerâmicas são malfeitas, com predomínio de jarras de armazenagem e de cozinha. O templo cananita caiu em desuso e as placas com a imagem de Astarte, tão comuns durante o período cananita, são raramente encontradas.

A Bíblia conta que, sob o comando de Josué, durante a conquista da terra (1240-1235 A.E.C.), Betel foi dada à tribo de Benjamim, mas as escavações mostram que pouco tempo depois, Betel foi novamente tomada por duas vezes. Na primeira vez, provavelmente os cananitas retomaram a cidade depois que a maior parte da tribo de Benjamim foi exterminada. Esse acontecimento deixou Efraim sem uma fortaleza para sua fronteira ao sul. Assim, possivelmente Efraim conseguiu expulsar a população cananita e tomou a cidade de Betel para servir como fortaleza “chave” naquela fronteira (Jz 1,22-26).

Não existe documentação de ocupação filistéia em Betel e a cidade cresceu sob o último dos juízes. Quando Davi fez de Jerusalém a capital da nação, o desenvolvimento de Betel diminuiu. Somente sob o reinado de Jeroboão, Betel tornou-se novamente um centro importante de cultos religiosos. As escavações mostram que Betel não foi destruída na época das guerras fronteiriças entre o Reino de Judá e o Reino de Israel, e a cidade continuou a prosperar.

Um selo, feito de argila, da Arábia do Sul, foi encontrado nas ruínas, do lado de fora do muro da cidade, e data da época do Bronze Médio. Um selo idêntico, de Hadramaut, do século IX A.E.C., indica que relações de comércio existiam entre Betel e a Arábia do Sul, sendo esta, provavelmente, a fonte do incenso.

Perto do fim do período assírio (660-631 A.E.C.), o santuário em Betel foi reconstruído e outra vez a cidade prosperou. Esta prosperidade continuou até o tempo de Nabônides, próximo ao período dos persas. A cidade não foi destruída juntamente com Jerusalém e se tornou uma fonte de estudos de cerâmicas, depois de 587 A.E.C.

Esdras conheceu Betel como uma pequena vila, mas nos tempos helênicos (300 A.E.C.), a cidade gozava de certa proeminência, porém, não como no período do Bronze Tardio. O período helênico tinha duas fases, das quais a mais recente é bem superior em qualidade. Bacchides refortaleceu Betel. O “tumulus Rujm Abu’Ammar”, situado na colina ao leste de Betel, sem dúvida, era obra dele, pois a cerâmica da superfície é do terceiro século A.E.C., do período helênico.

Em algum momento recente da fase romana, o portão nordeste da cidade foi destruído. Uma parte do muro da cidade, adjacente ao portão, foi nivelada e uma casa construída sobre ele. Alicerces de um portão novo desse período também foram achados, perto do antigo portão ao sul da cidade. Dentro das casas, datadas do período romano, não havia nenhum sinal de incêndio.

Tanto Vespasiano quanto Adriano estabeleceram guarnições militares em Betel. Sob os romanos, a população da cidade aumentou de tal forma que, pela primeira vez em sua história, cisternas precisaram ser construídas para aumentar o abastecimento natural de água. Sob os bizantinos, Betel era maior ainda, sendo que uma represa foi completada no vale que ficava abaixo da cidade. Diretamente a leste, existe a rua bizantina mais comprida ainda em uso na Palestina.

Julga-se que em 584 ou 529 da E.C., um portão novo, no lado noroeste, e um muro novo, a leste da cidade, foram feitos com o fim de proteger Betel dos saques dos samaritanos. Também uma igreja bizantina, que hoje é uma mesquita, foi construída e a leste desta, um mosteiro.

Igrejas em honra a Abraão e a Jacó foram levantadas na colina a leste de Betel. Poucas construções dos tempos bizantinos sobreviveram, mas cerâmicas encontradas nos campos das redondezas confirmam que a cidade existia durante toda a época bizantina, desaparecendo pouco depois da invasão da Palestina pelos muçulmanos.

3 - Betel na Bíblia

Betel se tornou importante na Bíblia por ser um santuário associado aos eventos das vidas de Abraão e Jacó. Quando Abraão saiu de Siquém a emigrar para o sul, ele construiu um altar em Betel (Gn 12,8; 13,3). Os primeiros vínculos de Betel são com Jacó e é possível que a entrada de Abraão em Betel seja um detalhe posterior. A fundação do santuário devia ser a grande lenda religiosa que narrava a teofania para Jacó e a ereção de uma estela de pedra (Gn 28,10). A narrativa contém partes das fontes J e E, predominando E. Esse santuário do norte deveria ser objeto de particular atenção nos ambientes da tradição E. De acordo com a narrativa, é Jacó quem deu o nome Betel ao local. Trata-se mais de uma explicação popular do que uma tradição histórica.

Em Gn 35,1-8, que descreve a saída de Jacó de Siquém e sua ida para Betel, encontramos um relato com tom deuteronomista, contra o santuário dos ídolos, que narra a ereção do santuário por Jacó e da dedicação de seu clã a Javé naquele lugar. Gn 35,9-13 contém a narrativa da teofania em Betel. É bem provável que esses textos constituam uma projeção, em um período mais tardio, de práticas de culto próprias do Israel posterior. Ainda assim, não deixam de refletir a importância e antigüidade do santuário. Betel deveria ser um dos locais associados às tradições cultuais de Israel desde os tempos mais antigos.

Betel consta no relato de conquista de Ai (Js 7,2; 8,9.12.17), mas só como ponto de referência geográfico. É bem possível que essa narrativa seja um relato da conquista da própria Betel, pois as escavações revelaram que a ocupação urbana de Betel começou com a destruição de Ai, no período do Bronze Antigo.

Betel consta na lista dos reis derrotados (Js 12,16). Jz 1,22-25 relata a conquista de Betel por parte da casa de José. Nesse texto, a mudança do nome – de Luza para Betel – é ligada a essa conquista. Na divisão das tribos, a cidade se encontra na fronteira entre Efraim e Benjamim, mas no território desta última (Js 16,1; 18,13.22). I Cr 7,28 afirma que Betel era posse de um clã de Efraim. A cidade deve ter passado por diversas mãos. Na narrativa mais tardia de Jz 20,18.26; 21,2, Betel consta como o local da assembléia de todo o Israel. Embora esse texto contenha um traço histórico, ele é de natureza lendária e, por isso, não é possível usá-lo para fixar o percurso dos acontecimentos, nem sua data exata.[2] Mas o fato reflete a importância cultual primitiva de Betel. Através das escavações, percebe-se que a primeira camada foi destruída durante o século 12 A.E.C. e o local ficou abandonado até a fundação da fortaleza de Saul.[3] Betel é compreendida também entre os locais dos quais Samuel era juiz (1Sm 7,16).

Quando Jeroboão erigiu um santuário em Betel, ele não estabeleceu um novo lugar de culto, mas restaurou e conservou o centro antigo (1Rs 12,29-33).

Abias de Judá tomou Betel de Israel (2Cr 13,19). Se essa tradição for autêntica, Judá não deve ter conservado Betel por muito tempo. Betel também foi um centro de atividade profética. Podemos deduzir isso dos diversos episódios relativos aos profetas e centrados em torno de Betel (1Rs 13), bem como da presença, em Betel, dos filhos dos profetas (2Rs 2,2) e da associação de Eliseu a Betel (2Rs 2,23). Betel foi objeto de maldições pronunciadas por Oséias (4,15; 5,8; 10,5) e por Amós (3,14; 4,4; 5,5), que condenavam a imagem do bezerro em Betel. Essas críticas não são específicas, mas tem-se a impressão de que o culto em Betel se tornou supersticioso. Oséias a chama com desprezo de “beit awen”, que quer dizer “casa do pecado, da malvadeza” (4,15; 5,8; 10,5), título depreciativo que também passa pelos livros históricos (Js 7,2; 18,12; 1Sm 13,5; 12,23). A pregação de Amós foi realizada em Betel, “santuário do rei”, até que o profeta foi expulso pelo sacerdote Amasias (Am 7,10ss).

Depois da conquista assíria, Betel foi a residência de um sacerdote israelita, enviado para ensinar aos colonos como “venerar a Javé”, ou seja, o culto a Javé (2Rs 17,28).

O santuário em Betel foi destruído pela reforma de Josias (2Rs 23,15), mas Jr 48,13 fazia referência à vergonha que Israel havia sofrido em Betel, objeto de sua confiança.

Entre os exilados que voltaram de Babilônia, havia homens de Betel (Ed 2,28; Ne 7,32). Betel foi uma das cidades restabelecidas após o exílio (Ne 11,3; Zc 7,2).

4 - Nome de Betel

Com a ajuda de fontes egípcias, torna-se possível explicar a história de vários nomes de lugares importantes desde o início do 2º milênio A.E.C. A maioria desses nomes é de origem semita. Com base na porcentagem decisiva de nomes semitas datados às fontes mais antigas, presume-se que desde os tempos históricos mais antigos, ou seja, do período do Bronze Antigo, quando grande parte dos povoamentos teve seu início, uma língua semita foi usada na Palestina. Havia um período de hiato, porém, em termos de ocupação entre o fim do Período Bronze Antigo e início do Período do Bronze Médio. Em todas as povoações onde há escavações, existem sinais de destruição desse período. Ficaram em ruínas durante muito tempo quando, então, surgiram novos assentamentos no século XX A.E.C. Embora não haja informações mais exatas sobre os nomes de locais do 3º milênio, provavelmente não diferiam muito daqueles do 2º milênio. Nem sempre é possível chegar a interpretações mais conclusivas referentes aos nomes geográficos. A maioria deles se encaixa em uma das várias categorias, como por exemplo: 1. Nomes divinos; 2. Nomes de homens ou clãs; 3. Nomes de regiões geográficas; 4. Características agrícolas; 5. Nomes de animais, etc.

No caso de Betel, o nome se encaixa na categoria de nomes divinos, pois a maioria dos nomes antigos que contém a palavra “beit” (casa) relaciona-se ao templo do/da deus/deusa que emprestou seu nome ao local, isto é, Bet-Dagon, Bet-Horon, Bet-Baal, Bet-Anat, Be-El, etc.[4]

Para os cananeus, Betel foi um santuário dedicado ao deus “El”, um dos mais antigos e maiores deuses daquele povo. A procedência do nome era “beit-el”, ou seja, “Casa de El”. Para os israelitas, El tornou-se simplesmente um dos termos genéricos para Deus. A identificação hebraica desse nome vem da visão de Jacó, de tradição deuteronomista, narrada em Gn 28,10-22. Um nome mais antigo dessa cidade de Betel era “Luza” (Gn 28,19). O nome Betel aparece 71 vezes no AT, que é mais frequente do que qualquer outra cidade além de Jerusalém.

Ruth Mauch

Bibliografia

AHARONI, Yohanan, The Land of the Bible – A Historical Geography. London: Burns and Oates, 1979

AVI-YONA, Michael e STERN, Ephraim (editores). Encyclopedia of Archeological Excavations in the Holy Land. Vol 1, Jerusalém, Massada Press, 1978

FREEDMAN, Davi Noel (editor). Anchor Bible Dictionary. Vol 1, New York, Doubleday, 1992

MAKENZIE, John L. Dicionário Bíblico. São Paulo: Paulinas, 1984
Anexos

MAPAS
I. Escavações Arqueológicas
II. Mapas que mostram a existência de Betel desde o período das conquistas citadas na Bíblia até o período pós-exílico.
Notas

[1] Veja artigo de Harold Brodsky sobre Betel, in: Davi Noel Freedman (editor), Anchor Bible Dictionary. Vol 1, New York, Doubleday, 1992, p.711

[2] Veja Yohanan Aharoni, The land of the Bible – a historical geography. London: Burns and Oates, 1979, p.266

[3] Idem

[4] Idem, p.108
Ações do documento




Projeto de Pesquisa Arqueologia do Antigo Oriente
Universidade Metodista de São Paulo

Filme "Prova de Fogo"

Tenho aqui um ótimo filme para toda a familia e especialmente para casais que estão ou ja estiveram em dificuldades e também aqueles que desejam evitá-las

Aqui você poderá encontrar grandes lições, principalmente a respeito de um relacionamento a dois, onde certamente irá fazer você refletir e poderá ajudá-lo a reconquistar seu amor.

Também se formos humildes, poderá nos mostrar onde estamos no meio desta relação.




O filme Prova de Fogo (Fireproof) é uma belíssima história sobre fidelidade, amor e companheirismo. Mais um filme dos irmãos Kendrick, criadores do famoso filme Desafiando os Gigantes. Prova de Fogo está fazendo um enorme sucesso nos Estados Unidos, lotando mais de 850 salas de cinema espalhadas por todo o país, sendo muito bem aceito e elogiado pela crítica norte-americana e emocionando milhares de pessoas com sua mensagem.

O filme conta a história de um bombeiro, Caleb Holt (Kirk Cameron). Caleb é um profissional exemplar, porém em seu casamento as coisas não andam nada bem. Depois de aceitar um desafio proposto por seu pai (Através do livro diário O Desafio de Amar), a fim de salvar o seu casamento, Caleb faz um propósito e decide transformar o relacionamento com sua esposa. A partir daí, sua vida começar a mudar e Caleb consegue reacender a chama do amor em seu casamento. Prova de fogo traz ação e emoção para você e toda sua família. Com certeza irá fazer com que você veja a vida de uma maneira diferente.


Baixe o filme aqui, sem direcionamentos e inscrições.

Bom filme!













Somos mais fortes quando estamos unidos e ungidos pelo Espírito Santo

Durante os últimos dias, temos ouvido notícias tristes acerca dos estragos que as chuvas fizeram em algumas cidades do Brasil, especialmente no Rio de Janeiro. Imagens do desespero das pessoas que perderam amigos e familiares, além de seus bens materiais, nos entristecem e produzem compaixão em nosso ser.

Por outro lado, notícias relacionadas a essa mesma tragédia nos alegram, como as da atuação da ADRA no processo de auxílio e acolhimento daqueles que estão sofrendo com as perdas. Ficamos felizes com a notícia da doação de $100.000 recebida pela ADRA e em saber que aproximadamente 2.000 pessoas estão sendo beneficiadas de suas ações. Twittamos e rettwitamos essas notícias, alguns fazem suas doações, outros se unem em oração… um grande movimento é feito é prol de salvar vidas!

Ao mesmo tempo, outro grande desastre acontece, contudo em um nível global! Milhares de pessoas morrem diariamente, por diversos motivos, sem conhecer/aceitar o amor de Jesus e a salvação por Ele oferecida.

Conhecemos as profecias, os eventos que ocorreriam no tempo do fim e as orientações deixadas aos servos de Deus para esse tempo. Temos os recursos necessários para movermos ações em prol de salvar almas, mas o que temos feito? Que forças temos empregado nessa missão?

A ADRA precisa de doações, precisa que outras pessoas se mobilizem, para que ela possa desempenhar melhor seu trabalho em salvar vidas, recuperando a auto-estima, fornecendo condições básicas de higiene a alimentação a pessoas cujo pensamento de morte tornou-se uma realidade bastante provável! Nós, enquanto povo, precisamos também de uma força extra. Não podemos terminar a obra sozinhos! Precisamos da ação do Espírito Santo em nossas vidas! Precisamos da Chuva Serôdia!! Precisamos de reavivamento e reforma!! Sem o poder de Deus continuaremos a trabalhar com todas as nossas forças, e obteremos pequenos resultados. Somente com o poder de Deus poderemos completar a obra e apressar a volta do Senhor Jesus!!

Imagine o que aconteceria no mundo, se da mesma forma como temos visto as pessoas se unindo para ajudar aqueles que foram atingidos pelas chuvas, nós nos uníssemos em espírito de oração, pedindo a unção do Espírito de Deus, para estudarmos o tema Reavivamento e Reforma, e para vivermos o que estudássemos!! Que força teria nossa pregação, se estivéssemos unidos pela Palavra de Deus, pregando uma só mensagem, dando o mesmo testemunho ao mundo, sendo usados poderosamente pelo Espírito Santo? Por que não vivemos hoje a união vivida pelos cristãos na época do Pentecostes?

“E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister. E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração, Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar.” Atos 2:44-47

Precisamos de mais amor uns para com os outros, precisamos viver o verdadeiro cristianismo dentro de nossa própria Igreja, precisamos dar o mesmo testemunho ao mundo, pois só há um Deus, e uma só verdade! Precisamos entender de fato o que o Deus espera de nós quando lemos: “Um reavivamento da verdadeira piedade entre nós, eis a maior e a mais urgente de todas as nossas necessidades. Buscá-lo, deve ser nossa primeira ocupação” Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 121

Deus deseja executar sua obra no mundo através de nós! “É o privilégio de todo cristão não somente aguardar, mas apressar a vinda do Salvador” Atos dos Apóstolos, p. 600. Tomemos parte nesse privilégio!!


Karyne M. Lira Correia
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Elizabeth

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Quem é o seu Senhor?


Nas duas últimas semanas estive estudando os livros de Êxodo e Levíticos. Como é maravilhoso estudar a história do povo de Deus, sua libertação do Egito e as instruções de Deus para uma nova vida.

Chamou-me a atenção o fato de que Deus, em muitos momentos, quando estava dando instruções a Moisés sobre o que fazer ou o que dizer ao povo, usava a frase “Eu sou o SENHOR”. Essas frase pode ser encontrada diversas vezes nesses dois livros, cerca de 125 vezes. Mas, porque Deus precisava repetir isso tantas vezes?

Hoje pela manhã, enquanto concluía a leitura do livro de Levíticos, encontrei uma resposta a essa pergunta, para a minha vida pessoal. Gostaria de compartilhar com vocês, pois creio que assim como serve para mim, pode servir para muitas pessoas.

O povo de Deus estava livre da escravidão egípcia havia pouco tempo. Foram escravos de outro Senhor por gerações. Deus tirara o povo dessa escravidão e agora os estava conduzindo a Canaã. Era necessário que eles soubessem a que Senhor deveriam seguir.

Estudando a história do povo de Israel, percebemos quão vulneráveis eles eram aos costumes pagãos e às armadilhas de Satanás. Era preciso ensinar ao povo que eles não haviam saído do Egito por acaso, e que as promessas feitas por Deus no passado estavam para se cumprir, portanto, eles precisavam voltar a servir ao Senhor!

Imediatamente antes de dar os 10 mandamentos, Deus disse “Eu sou o SENHOR teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão.” Êxodo 20:2. Aqui, vemos uma obra fantástica de Deus – ele libertou o povo e depois deu-lhes seus estatutos.

Assim como o povo de Israel, estamos acostumados com a escravidão do pecado. Caímos constantemente, e às vezes temos a impressão de que isso não poderá ser diferente. Grande engano!

Da mesma forma que Deus agiu com seu povo no passado, Ele age conosco hoje. Ele nos liberta do pecado, pelo sacrifício de Jesus, e nos dá a direção de que caminho seguir (sua lei, a revelação de sua vontade). O Espírito Santo, hoje, nos diz “Eu sou o Senhor”. Ele fala a nossas mentes para que permaneçamos fiéis à vontade de Deus.

A grande pergunta é: Quem é o seu Senhor? Quando Deus nos liberta do pecado e nos ensina como devemos andar, Ele se torna nosso Senhor, desde que decidamos viver como Ele nos pede. Do contrário, estamos negando a liberdade de Cristo e voltando a escravidão do pecado. Tentar servir a dois Senhores, de acordo com o que disse Jesus, é impossível (Mateus 6:24). Quando tentamos seguir a dois Senhores, estamos na verdade seguindo a um único senhor – Satanás.

Hoje é o tempo de escolher a quem servir. É o tempo de ouvir à voz do Espírito de Deus que nos diz “Eu sou o Senhor” e nos mostra o que fazer.

“[...] escolhei hoje a quem sirvais; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao SENHOR.” Josué 24:15


Karyne M. Lira Correia

Elizabeth